33 dúvidas sobre Astronomia

Venha bater aquele papo furado. Área típica para flood.
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33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por Parallax »

Porque as explosões de estrelas são chamadas de novas e supernovas?

Estrelas de grande massa morrem de uma maneira peculiar: com uma gigantesca explosão chamada de nova ou supernova. Mas, porque uma explosão que ocorre justamente no fim da vida de uma estrela é chamada de "nova"?

Segundo o professor Kepler de Souza Oliveira Filho, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), essas explosões eram percebidas, antigamente, como novas estrelas.

"As supernovas chegavam a ser visíveis durante o dia por semanas, como aconteceu em 1054, 1572 e 1604. Somente depois dos cálculos dos modelos estelares a partir de 1939, foi possível compreender que na verdade não eram estrelas 'novas', e sim estrelas que explodiam quando acabava seu combustível nuclear", diz o professor.

Um dia nossa galáxia pode se chocar contra outra?

Assim como a maioria das galáxias, a Via Láctea está em um aglomerado de galáxias, sistemas que contêm dezenas ou centenas desses conjuntos de estrelas. Nesses aglomerados, podem acontecer choques entre galáxias. E a nossa? Pode colidir com uma vizinha.

Segundo Charles Bonatto, professor do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a Via Láctea até já "engoliu" algumas galáxias anãs ao longo de seus cerca de 12 bilhões de anos. Mas não para por aí.

"Num prazo de cerca de 1 bilhão a 2 bilhões de anos, a Via Láctea irá se fundir com Andrômeda, outra galáxia espiral parecida com a nossa, mas maior e com mais massa. Quando isso ocorrer, as 2 galáxias modificarão suas estruturas - tornando-se provavelmente uma única galáxia elíptica", diz o professor.

Mas, e num choque dessas proporções, entre duas grandes galáxias, o que pode ocorrer ao nosso planeta? "É difícil prever o que aconteceria na Terra, mas o mais provável é que o Sol alterasse sua órbita em torno do centro da Via Láctea, com poucos efeitos sobre nosso planeta. A probabilidade da colisão de 2 estrelas, ou mesmo uma grande aproximação, é muito pequena", complementa Bonatto.

Por que é mais fácil ver estrelas no campo?

"Devido às grandes distâncias envolvidas, a grande maioria das estrelas são fracas demais para serem percebidas a olho nu. No entanto, aquelas estrelas cujo brilho supera a luminosidade do fundo do céu conseguem ser vistas", diz Charles Bonatto, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

"Cidades produzem muita poluição luminosa, o que acaba por aumentar o nível de brilho do céu, e estrelas fracas não poderão ser vistas de dentro ou próximo a cidades. Evidentemente, regiões afastadas de cidades têm céus com níveis muito menores de poluição luminosa, o que permite que estrelas mais fracas, e em maior número, sejam percebidas a olho nu", complementa.

Existe algo entre as galáxias?

O espaço é composto por estrelas e outros astros. E, entre eles, não existe nada? Errado. Segundo a Astronomia, há algo sim nesse enorme "vazio".

Rogério Riffel, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), explica que o espaço entre galáxias e aglomerados de galáxias é chamado de "meio intergaláctico". "A natureza exata do meio intergaláctico não é totalmente conhecida, mas é provável que contenha uma densidade relativamente pequena e seja um gás frio, basicamente hidrogênio".

Segundo Riffel, acredita-se que a maior parte desse gás é extremamente fria, chegando a 2 K (kelvin), o equivalente a -271 °C. "Porém, recentes observações em raios-X sugerem que algumas regiões são extremamente quentes (temperaturas de milhões de kelvins) e ricas em outros elementos", diz o professor.

"O estudo do meio intergaláctico é uma área ativa em pesquisa. Determinar a natureza deste meio é de extrema importância para entendermos como o universo começou, como as galáxias se formam e evoluem", complementa.

Qual é o telescópio mais poderoso da Terra?

Alguns telescópios chamam a atenção pelas incríveis imagens que fazem, outros pelo tamanho de sua estrutura. Mas qual é o telescópio mais poderoso no nosso planeta?

Segundo Rogério Riffel, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), primeiramente devemos definir o que é o "poder" do telescópio. "Assumindo que queremos observar o mesmo objeto, com o mesmo instrumento, com o mesmo tempo de exposição, no mesmo sítio de observação, podemos comparar o sinal captado por um telescópio - número de fótons - simplesmente comparando a área - ou diâmetro - do espelho deles. Neste caso, os telescópios com espelhos de 8 a 10 m (Gemini, VLT e GTC por exemplo) são os mais eficientes", diz o professor.

Por outro lado, os telescópios orbitais, como o Hubble, também têm sua vantagem, já que estão livres da atmosfera. "A eficiência deles é muito grande, uma vez que a luz emitida - ou refletida - pelo astro não é atenuada pela atmosfera da Terra", complementa.

Por que o céu é azul?

A luz é formada pela união de várias cores, e cada uma possui um comprimento de onda diferente, que se comporta de forma diferente ante as partículas do ar.

As ondas de cada cor espalham-se de forma diferente, dependendo do seu comprimento. Quanto mais curtas, mais dispersas elas se tornam. O comprimento da onda azul é o segundo mais curto (depois do violeta, que existe menos na luz do Sol). Por isso, a onda de luz azul é a mais dispersa pela atmosfera terrestre, predominando, portanto, no céu.

Já durante o pôr do sol, enxergamos o céu vermelho porque no fim de tarde o sol está mais longe do ponto onde nos encontramos. Isso obriga as ondas de luz a percorrer um caminho mais longo. Ao longo desse caminho, as ondas mais curtas se dispersam muito e não conseguem chegar aos nossos olhos - só as ondas mais longas, como a da luz vermelha, atravessam um espaço maior da atmosfera.

O que determina a forma de uma nuvem?

As nuvens são formadas por ar, água líquida e gelo. Segundo o meteorologista da Climatempo Marcelo Pinheiro, é a movimentação do ar e das partículas de água dentro da nuvem que lhes dão formato.

No verão, por exemplo, são observadas nuvens grandes verticalmente - formadas a partir do tempo quente e úmido.

Segundo Pinheiro, nuvens muito finas e altas são formadas por cristais de gelo. Não há água em estado líquido. Elas não chegam a esconder o sol e nem provocam chuva. As nuvens podem durar pouco tempo (entre 30 minutos e 1 hora) como se prolongar por mais de 4 horas.

Quanto vale um ano-luz?

O Ano-luz é uma medida de comprimento que corresponde à distância percorrida pela luz em um ano. "Isso significa, aproximadamente, 9,5 trilhões de quilômetros", explica o físico Charles Bonatto, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Mais precisamente, são 9.460.536.207.068.016 de metros percorridos com uma velocidade de 299.792.458 metros por segundo durante 365 dias. Só pra ter uma idéia da rapidez, o tempo que a luz leva para percorrer os 149.597.870 de quilômetros que separam a Terra do Sol é de apenas 8,3 minutos.

O que aconteceria se a Terra parasse de girar?

Para o biólogo Wellinton Delitti, do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociência da USP, se um dia a Terra parar de girar, o mais provável é a extinção total da vida no planeta.

Delitti acredita que o fenômeno começaria paralisando inicialmente o sistema climático, a circulação marinha e a vida dos seres humanos. "Uma área do planeta ficaria virada para o Sol, podendo ficar exposta a altas temperaturas, assim como outra parte ficaria totalmente escura, com a possibilidade de baixíssimas temperaturas", explica.

Em razão disso, a possibilidade de algum ser vivo sobreviver seria bastante remota. "Talvez tivessem alguma chance os organismos que vivem no fundo do mar, próximos a abismos que expelem calor das profundezas da Terra, já que eles têm a vida baseada na quimiossíntese (que não depende da luz solar)”. Apesar disso, o biólogo destacou que o mais provável seria "uma catástrofe inimaginável que destruiria todo o ecossistema terrestre".

O professor Marcelo Knobel, do Instituto de Física da Unicamp, lembra que a parada em si também seria determinante. "A Terra sairia de uma velocidade de aproximadamente 900 km/h (em latitude de 45°) para zero, causando uma forte freada, mas essa velocidade pode variar, dependendo da latitude."

Segundo ele, provavelmente os prédios e casas do mundo inteiro cairiam, e uma espécie de terremoto assolaria a superfície terrestre. Já a gravidade não mudaria em absolutamente nada.

Os planetas gigantes gasosos têm matéria sólida?

Júpiter e Saturno são conhecidos por serem gigantes gasosos. Isso significa que sua composição é dominada por gases, mais especificamente hidrogênio e hélio. Mas há também elementos líquidos e sólidos na composição destes planetas.

Segundo a astrônoma Thaisa Storchi Bergmann, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o hidrogênio e o hélio estão na fase gasosa nas camadas mais externas do astro, e na forma líquida, em sua atmosfera mais interna. E, segundo Thaisa, estima-se que ainda haja ferro e níquel na forma de rochas dentro de um raio de aproximadamente 20% do raio total de cada planeta.

Os planetas Urano e Netuno, apesar de serem conhecidos por sua composição formada predominantemente por rochas e gelo, também têm uma parte considerável de gases em sua atmosfera.

Como ocorrem os eclipses do Sol e da Lua?

"O principal elemento de um eclipse é a sombra”, resume o físico Plínio Fasolo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

A sombra de qualquer objeto é constituída por duas partes: a umbra, que é a parcela da sombra que não recebe luz alguma proveniente da fonte luminosa, e a penumbra, a parte da sombra que recebe a luz de partes da fonte luminosa, mas não de toda.

No caso do eclipse lunar, a Terra está em linha reta entre o Sol e a Lua. O Sol projeta sua luz sobre nosso planeta, e a Lua é ocultada pela umbra da Terra - situação que chamamos de fase total do eclipse. Já enquanto a Lua transita pela penumbra da sombra da Terra, nas laterais da umbra, o eclipse da Lua é parcial.

Para explicar o eclipse solar, Fasolo destaca que o Sol é uma fonte de luz de dimensão imensa se comparada ao tamanho da Terra e da Lua. Por isso as sombras da Terra e da Lua, além de possuírem muita penumbra, possuem umbras em forma de cone. "As sombras tanto da Lua como da Terra se formam sempre do lado oposto ao do Sol, que é a fonte de luz. O cone de umbra da Terra é muito maior do que a distância da planeta à Lua”, completa.

Mas o professor esclarece que o cone de umbra da Lua é variável. Tem uma dimensão praticamente igual à sua distância da Terra. "Essa coincidência passa a ser responsável pela existência de dois tipos de eclipses do Sol produzidos pelo cone de umbra da Lua: o eclipse total do Sol e o eclipse anular."

Fasolo conta que ocorrerá um eclipse total do Sol na região da superfície da Terra “tocada” pela ponta do cone de umbra, quando esta sombra possuir dimensão maior do que a distância da Terra à Lua.

Já o eclipse será anular quando a dimensão do cone de sombra da Lua for um pouco menor do sua distância para a Terra, deixando por isso de tocar a superfície da Terra. "Nesse, caso a Lua tapa apenas a região central do disco solar, deixando em torno um anel de luz."

O que havia antes do Big Bang? O Universo é finito?

Há poucas respostas sobre o que havia antes da suposta explosão de 13,5 bilhões de anos atrás, o Big Bang, que formou o Universo. "Quando extrapolamos a expansão do universo, observada atualmente, temos evidências de que ele deveria ser extremamente compacto e quente (antes do Big Bang). Mas não temos como saber o que havia antes", afirma a astrônoma da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Thaisa Storchi Bergmann.

Já sobre o tamanho do Universo, Bergmann é um pouco mais conclusiva. "Acredita-se sim que o universo seja finito, pois começou há 13,5 bilhões de anos e tem se expandido desde então até um tamanho finito. Mas pode ser que, assim como existe o nosso Universo, existam outros com os quais não podemos nos comunicar ou observar."

Por que às vezes a Lua aparece alaranjada?

A explicação é parecida com a do porquê o céu é azul, mas, nesse caso, na maioria das vezes, isso acontece devido a uma atmosfera espessa, muito comum nas grandes metrópoles afetadas pela poeira e pela poluição.

Segundo a astrônoma da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Thaisa Storchi Bergmann, nesse tipo de situação a atmosfera absorve principalmente a radiação (luz) azul, deixando passar a radiação vermelha, que chega até nós com mais força.

Ao nascer da Lua, por exemplo, o astro está mais próximo do horizonte, e por isso sua visualização é afetada mais diretamente pela camada da atmosfera. Isso faz com que ela apareça com uma cor mais alaranjada. "À medida que a Lua vai subindo, ela vai se tornando mais clara", explica a astrônoma.

Um dia o Sol pode explodir?

Não, uma catastrófica e repentina explosão solar nunca deve acontecer. Segundo a astrônoma da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Thaisa Storchi Bergmann, tal fenômeno acontece somente com estrelas cuja massa é de cinco a dez vezes maior do que a do Sol.

"Estrelas como o Sol morrem menos catastroficamente. O Sol, daqui a alguns bilhões de anos, vai começar e expandir suas camadas externas, que se estenderão até Marte, aproximadamente", diz Thaisa.

Nesta fase, o Astro Rei vai se transformar numa estrela chamada de gigante vermelha. Neste momento, a temperatura na Terra será alta, a ponto de impedir a vida no planeta.

"Depois, o Sol vai perder as camadas externas, chegando na fase de nebulosa planetária. O que sobrar será uma estrela muito compacta, com a massa do Sol, mas compactada num raio igual ao da Terra, a chamada anã branca", explica.

De onde vem o calor emitido pelo Sol?

A energia do Sol vem de seu núcleo, composto pelos gases hidrogênio e hélio. Reações nucleares transformam o hidrogênio em hélio e liberam uma enorme quantidade de energia. Essas reações são milhões de vezes mais poderosas do que as reações nucleares produzidas na Terra - no Sol ocorre fusão nuclear, muito mais poderosa que a fissão nuclear das usinas de energia e das bombas atômicas. E nosso planeta recebe apenas uma pequena parte da energia produzida.

Quando um gás é comprimido, ou pressionado, ele aquece. No Sol, a pressão é milhões de vezes maior do que a pressão na Terra. Toda essa pressão faz com que o hidrogênio atinja temperaturas de 15 milhões de graus centígrados no núcleo. Com o gás nessa temperatura e pressão, ocorrem as reações nucleares que mantêm o Sol aquecido.

As reações nucleares transformam quatro prótons ou núcleos de átomos de hidrogênio em uma partícula alfa, que é o núcleo de um átomo de hélio. A partícula alfa tem aproximadamente 0,7% menos massa do que quatro prótons. A diferença em massa é expelida como energia, carregada até a superfície do Sol e liberada em forma de luz e calor. A energia gerada no interior do Sol leva um milhão de anos para chegar à superfície.

Segundo cientistas do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), "o Sol tem combustível suficiente para continuar produzindo energia por mais 5 bilhões de anos. No fim de sua vida, o Sol começará a fundir o hélio em elementos mais pesados e se expandirá". Os pesquisadores acreditam que o Sol ficará tão grande que engolirá a Terra.

O que é um buraco negro?

Simplificadamente, um buraco negro é um corpo celeste de massa muito grande para o espaço que ocupa, resultando um campo gravitacional tão forte do qual sequer a luz pode escapar.

"A matéria atraída pelo buraco negro em geral tem movimento angular, por isso é capturada por um disco, no qual fica girando até se precipitar no centro", explica a astrônoma da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Thaisa Storchi Bergmann.

O buraco negro ocorre, por exemplo, quando uma estrela não possui mais pressão suficiente para produzir uma força para fora que contrabalance o peso de suas camadas externas. "Essas camadas caem sobre as internas produzindo uma implosão que dá origem ao fenômeno", diz a astrônoma.

Os buracos negros são invisíveis por não emitirem radiação, por isso é impossível visualizá-los. No entanto, exercem força gravitacional sobre os corpos ao seu redor. "Devido à sua atração gravitacional, os buracos negros produzem movimento em corpos ao seu redor. Por meio desse movimento que é feita sua detecção", explica Thaisa.

Por que a Lua não parece ter movimento de rotação?

Como vemos sempre o mesmo lado da Lua, é compreensível pensar que o satélite natural da Terra não tem movimento de rotação, certo? Errado. A "Lua tem rotação sim, só que o período em que ela gira em torno de si mesma leva o mesmo tempo do movimento de translação em torno da Terra", explica a astrônoma da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Thaisa Storchi Bergmann.

Ela diz que à medida que a Lua gira em torno da Terra, ela gira também em torno do seu eixo. Por isso sempre vemos a mesma face do astro. "Uma analogia interessante pode ser realizada com uma experiência caseira: girar em torno de uma cadeira olhando para ela. Depois de um giro completo, além de dar uma volta na cadeira, teremos feito o movimento de rotação", exemplifica.

Isso acontece porque a Terra, com sua imensa força gravitacional, acaba freando, diminuindo a velocidade de rotação que a Lua deveria ter se não fosse nosso satélite natural. Isso se chama força de maré. "Conhecemos as marés produzidas pela Lua na Terra, mas a Terra produz uma força de maré ainda mais forte sobre a Lua", diz.

Como a Terra e a Lua foram criadas?

Do Big Bang muita gente ouviu falar - uma explosão que deu origem ao Universo. Mas, como a Terra se formou? E a Lua? Segundo cientistas, foi também em um evento gigantesco.

Há mais de 4 bilhões de anos, existiam dois planetas no Sistema Solar, hoje chamados de Prototerra e Theia. Eles tinham os tamanhos parecidos com os de Vênus e Marte e núcleos massivos de ferro cobertos por mantos de silicatos (os minerais mais abundantes conhecidos e principais constituintes das rochas).

Por volta de 4,3 bilhões de anos atrás - a data foi estipulada por um estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos - esses dois planetas colidiram.

A colisão fez com que os dois corpos chegassem à temperatura de 7 mil °C, suficiente para derreter o metal e as rochas e misturá-los. Dessa colisão, acreditam os pesquisadores, surgiram um planeta, a Terra, e seu satélite natural, a Lua.

Por que ocorrem as marés alta e baixa?

É só passar o dia fazendo um grande buraco ou um castelo de areia na praia e você perceberá o fenômeno das marés: foi virar as costas e o mar subitamente invadiu seu empreendimento.

As marés alta e baixa estão ligadas à força de gravitacional da Lua e da Terra, explica o professor de Oceanografia Física da Fundação Universidade de Rio Grande (Furg) Osmar Möller Júnior.

A Lua atrai os corpos em sua direção - todos os corpos, mas como as águas dos oceanos fluem mais livremente, a mudança é mais visível. Quando a Lua e a Terra estão alinhadas, a Lua exerce atração no ponto mais próximo.

Em um determinado momento, quando se estiver "embaixo" da Lua, haverá maré alta. Cerca de seis horas mais tarde, a rotação da Terra terá levado esse ponto a 90° da Lua, e ele terá maré baixa. Dali a mais seis horas e doze minutos, o mesmo ponto estará a 180° da Lua, e terá maré alta novamente. "Como a Terra segue girando, a rotação faz com que um mesmo ponto passe pela maré alta e pela baixa, em ciclos de 12 horas e 25 minutos, aproximadamente", diz Möller.

Também a força gravitacional do Sol interfere nas marés, apesar de menos intensamente. Quando a Lua está cheia ou nova, essa força está na mesma direção da atração lunar - isso torna as marés mais altas. Do mesmo jeito, nas fases minguante e crescente, parte da força gravitacional da Lua é anulada; assim, as marés baixas são menos baixas.

Qual é o real formato das estrelas?

Uma das principais conquistas das crianças pequenas é aprender a desenhar uma estrela, com suas pontas. Infelizmente, a verdade é menos poética - mas não menos bela. Estrelas são esferas, assim como os planetas.

Segundo o professor de Astrofísica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Charles Bonatto, enxergamos as estrelas naquele formato com pontas devido à refração da sua luz na atmosfera da Terra.

Mas essa esfera pode ser levemente achatada nos pólos, como nosso planeta, explica. "Isso ocorre porque as estrelas também giram em torno de seu próprio eixo, como a Terra. O próprio Sol é um pouco achatado nos pólos", disse Bonatto.

Pareçam elas de cinco pontas ou mais, as estrelas que enxergamos são, porém, fotografias antigas. A estrela mais próxima da Terra está a quatro anos-luz, diz o professor.

Ou seja: a luz que emite demora quatro anos para chegar ao nosso planeta, mesmo viajando a 300 mil quilômetros por segundo. "Alguns astros que vemos no céu estão tão longe que sua luz leva dezenas de milhares de anos para chegar", exemplifica Bonatto.

Por que a lua Mimas é chamada de "estrela da morte"?

A sonda espacial Cassini realiza, desde 2004, pesquisas em Saturno e suas luas. Os mais marcantes registros do equipamento são suas fotografias e, dentre estas, chamam a atenção as imagens da lua Mimas.

Por que Mimas chama a atenção? Por causa de uma imensa cratera 30 km de diâmetro por 9 de profundidade - o que corresponde a um terço do diâmetro de Mimas, que é de 397,2 km -, conhecida como Cratera Herschel (em homenagem ao astrônomo William Herschel, seu descobridor).

E é exatamente essa característica que deu a Mimas o apelido de "estrela da morte", já que se assemelha à estação espacial da saga Star Wars (Guerra nas Estrelas), capaz de destruir planetas inteiros.

Contudo, Mimas não tem nada de ameaçadora. Uma das curiosidades dessa lua é a rotação síncrona - ela mantém sempre o mesmo hemisfério virado para Saturno.

Por que a Lua aparece de dia no céu?

Simplesmente porque sua superfície de silicato (os minerais mais abundantes conhecidos e principais constituintes das rochas) reflete muito a luz do sol. Ao contrário do que nos acostumamos a pensar, a lua não é o oposto do sol: nada impede que ambos os astros estejam no céu ao mesmo tempo, dependendo do ângulo em que a Terra está virada.

O professor do departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Charles Bonato explica que há períodos do mês em que o sol ilumina, ao mesmo tempo, a Terra e a Lua - do nosso ponto de vista, bem entendido.

"Na verdade, o Sol sempre ilumina ambos. Vermos isso depende do ângulo em que o planeta está", conta. Segundo Bonato, é mais comum ver a Lua de dia quando está nas fases crescente e minguante. No primeiro caso, é possível ver o satélite já a partir do meio-dia. No segundo caso, a lua minguante fica no céu durante a manhã e some próximo à hora do almoço.

O que acontece com o corpo humano no espaço?

As maiores diferenças entre o ambiente em uma nave espacial e qualquer outra embarcação na Terra são o banho de radiação a que se fica exposto fora da atmosfera terrestre e a microgravidade.

A ação da gravidade zero sobre o corpo humano é o que afeta mais os astronautas, especialmente os que ficam no espaço por longos períodos, conta a coordenadora do centro de gravidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande Do Sul (PUCRS), professora Thaís Russomano.

"O corpo humano é moldado pela gravidade, como se fosse uma massa de modelar. Temos os membros inferiores muito mais fortes do que os superiores para sustentar o corpo de pé, devido à ação da gravidade". Portanto, os primeiros músculos a se modificarem, em quem fica um bom tempo em órbita, são os das pernas.

Essas mudanças do corpo humano são um fator importante quando se pensa na dificuldade em chegar a Marte, explica Thaís: primeiro o corpo tem de se adaptar à gravidade zero, depois à força gravitacional de Marte, depois novamente ao espaço e, por fim, reaprender a sustentar nossa massa aqui na Terra.

Outro perigo para os astronautas em órbita são as infecções. Por isso, quem vai subir ao espaço sideral começa a reduzir o contato com outros humanos - amigos, família, por exemplo - já um mês antes. "É que a maioria das infecções tem um período de incubação de 7 a 14 dias. Assim é mais garantido evitar que alguém chegue espirrando lá em cima", conta Thais.

Thaís lembra que todas as secreções, com a gravidade zero, são tratadas com o máximo cuidado - urina e fezes, por exemplo, são sugadas imediatamente, para reduzir o risco de doenças na espaçonave.

É possível chorar no espaço?

É perfeitamente possível - apesar de um astronauta não ter lá muitos motivos para chorar ao chegar lá em cima, acredita a coordenadora do centro de gravidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), professora Thaís Russomano.

Ela conta que, ao chorar, a pessoa contrai os canais lacrimais da mesma forma que quando está na Terra - são essas estruturas as responsáveis por expelir as lágrimas. "A diferença está no que aconteceria com as lágrimas ao sair do olho", explica Thaís. "Em vez de rolar pela face, elas flutuariam com a ausência de gravidade."

A especialista conta, ainda, que o ambiente em uma nave espacial é extremamente controlado para que tenha uma composição semelhante à terrestre. Oxigênio, nitrogênio e gás carbônico aparecem nas mesmas proporções, assim como a pressão é também igual.

A idéia é reduzir ao máximo o baque de navegar a 27 mil quilômetros por hora em órbita da Terra.

É verdade que os astronautas voltam mais altos do espaço?

A ação da gravidade zero sobre o corpo humano é o que afeta mais os astronautas, especialmente os que ficam no espaço por longos períodos. Mas será que a ausência de gravidade pode fazer com que os astronautas voltem mais altos do espaço?

De acordo com Thais Russomano, coordenadora do Centro de Microgravidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), eles não voltam mais altos, mas ficam mais altos enquanto estão expostos à microgravidade na órbita terrestre. A gravidade de nosso planeta vai, ao longo do dia, "achatando" o ser humano.

Segundo a professora, se medirmos com precisão milimétrica, somos um pouco mais altos pela manhã do que à noite. Após horas e horas expostos à gravidade da Terra, nós "encolhemos". No espaço, os astronautas podem "crescer" de 4 a 6 cm durante a missão, já que não há nenhuma força que os "achate" durante o tempo de permanência na órbita da Terra.

Muitas vezes, isto causa dor lombar (nas costas), o que leva os astronautas a consumir analgésicos. No entanto, no retorno à Terra, o processo se desfaz. Em pouco tempo, eles estão novamente com a altura de pré-voo.

Como os astronautas se “aliviam” no espaço?

De acordo com a coordenadora do Centro de Microgravidade da PUCRS, Thais Russomano, os banheiros espaciais são adaptados para sugar a urina e as fezes dos astronautas. Quando se trata da urina, há um acoplador para as genitálias femininas e masculinas.

"No caso do homem, ele utiliza uma estrutura em forma de cone que é ligada a um tubo, conectado a um sugador. A urina expelida pelo astronauta é então sugada para um recipiente. Para mulher, o sistema é o mesmo, somente mudando a forma do acoplador que, neste caso, é retangular para garantir um melhor contato. A urina pode depois ser eliminada no espaço ou reciclada para se tornar água potável para uso na missão", diz a professora.

"Quanto às fezes, o processo é parecido com o da urina. O astronauta, homem ou mulher, deve sentar no vaso colocando sobre as coxas barras de estabilização, as quais estão ligadas as laterais do vaso sanitário. No momento da evacuação, como no caso da urina, é ligada a sucção que 'puxa' as fezes para o interior do vaso. Elas depois são eliminadas no espaço", comenta Thais.

Esses dejetos podem, durante determinados estudos relativos à fisiologia humana no espaço, ser trazidos à Terra para que sejam analisados.

O que é uma estrela cadente?

Quando olhamos aquele risco de luz cruzar o céu e fazemos nossos pedidos, na verdade estamos nos dirigindo a um meteoro que sequer é capaz de emitir luz. Realizando-se ou não o desejo, o certo é que a expressão "estrela cadente" não é muito precisa, segundo Basílio Xavier Santiago, professor do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). "Não se tratam realmente de estrelas, como o Sol ou as que vemos no céu noturno, e sim de objetos rochosos que normalmente não emitem luz", diz.

Quando uma destas rochas entra na atmosfera da Terra com velocidade de dezenas de quilômetros por segundo, o atrito com o ar as aquece muito rapidamente, e elas geralmente são incineradas. É isso que gera a luz.

Apesar de não o presenciarmos com muita frequência, o fenômeno está longe de ser raro. "Todo os dias, milhões de quilogramas de rochas atingem a Terra. Em sua grande maioria, as rochas são muito pequenas e acabam completamente incineradas muito antes de se aproximar do solo. Somente as de maior massa penetram toda a atmosfera e chegam ao solo. Estas causam um impacto sobre os oceanos ou sobre o solo, deixando, no último caso, uma cratera. Nesses casos, chamamos a rocha de meteorito", esclarece o professor.

Por que a Lua não tem um nome exclusivo?

O sistema solar é povoado por mais de 150 luas, mas apenas uma delas é satélite natural da Terra. E se você acha que ela é um astro desprezado por não ter um nome próprio, pode ficar tranqüilo, porque o que ocorre o contrário.

As luas de outros planetas foram batizadas por causa da "nossa" Lua. Segundo Basílio Xavier Santiago, professor do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, "Lua vem de Luna, que é o nome romano para a deusa grega Selene.

Assim, continua o professor Basílio, "a Lua segue o padrão dos principais objetos do sistema solar, que têm nomes de divindades mitológicas greco-romanas. Os demais satélites naturais, que orbitam em torno de outros planetas, têm nomes mitológicos ou tirados da literatura clássica universal". Entre as luas de Júpiter, por exemplo, está Ganímedes, a maior lua de todo o Sistema Solar. Na mitologia grega, Ganímedes era um príncipe de Tróia, por quem Zeus se apaixonou.

Júpiter tem 62 luas, enquanto Saturno tem 48 e Netuno conta com 38. A Lua que vemos daqui não é a maior do Sistema Solar, mas é a maior em relação ao seu planeta, tendo cerca de um quarto do tamanho da Terra.

Como se formam as auroras boreal e austral?

Fenômeno ótico comum nas regiões próximas aos pólos, as auroras boreais (no pólo Norte) e austrais (Sul) levam ao céu um brilho intenso e, por vezes, colorido. As auroras ocorrem basicamente devido a dois fenômenos da natureza, de acordo com o físico Sílvio Dahmen: a existência de um campo magnético na Terra e o vento solar.

"A combinação desses fenômenos para dar origem às auroras é bastante complexa e ainda há, por parte dos cientistas, muitas dúvidas sobre o mecanismo, com relação ao movimento, cores etc. Mas, em linhas gerais, conhecemos bem o fenômeno", diz Dahmen.

O professor explica que o Sol está continuamente emitindo partículas elementares, resultado de reações nucleares - esse "jorrar" constante de matéria no espaço é o que os cientistas chamam de vento solar. "O campo magnético provocado pelo vento solar, em sua maioria elétrons, interage com o campo magnético terrestre. Dependendo de uma série de condições, ocorre uma espécie de ligamento entre os dois campos, e os elétrons que vêm do espaço são atraídos para a parte do campo terrestre onde este é mais intenso: nos pólos norte (aurora boreal) e sul (aurora austral)", detalha o físico.

Segundo Dahmen, os elétrons solares colidem com os átomos da alta atmosfera, dando a eles energia. Essa absorção de energia é instável, e o átomo devolve a energia em forma de luz. "O fenômeno é o mesmo que ocorre nas lâmpadas fluorescentes, mas em escala gigantesca", compara. O físico lembra que a aurora não é um fenômeno estático, já que as luzes "dançam" no céu, e que as cores dependem da concentração de diferentes tipos de gases na atmosfera.

Por que os planetas são redondos?

Não se trata de uma simples coincidência, segundo o pesquisador José Williams Vilas Boas, da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O especialista explica que os planetas têm formato redondo pela combinação de dois fatores: a força da atração da gravidade e a sua massa. Todos os corpos no espaço se atraem entre si, pela gravidade, que é maior quanto maior for a massa do planeta. Na Terra, por exemplo, é essa força que nos puxa para o chão, que faz com o que os objetos caiam no solo, que mantém os oceanos presos à superfície e que impede que os gases da atmosfera escapem para o meio interplanetário.

E essa força é tão grande no caso dos planetas, lembra Vilas Boas, que acaba provocando um efeito semelhante ao que se teria se fosse possível fazer uma imensa pilha com milhares de tijolos. A partir de um determinado momento, o peso dos tijolos seria tão grande que a pilha se esmagaria sobre si mesma. E foi mais ou menos isso que aconteceu quando os planetas se formaram.

No início, quando havia pouca massa, a Terra, ainda jovem, poderia ser disforme ou parecer uma pedra gigante com qualquer formato, como ocorre com os asteróides. No entanto, a atração gravitacional juntou mais massa no planeta, aumentando o seu peso, o que ocorreu também com os demais integrantes de sistema solar.

Com o crescimento, a gravidade de um planeta fica tão forte que tudo é esmagado na direção do centro e o material que forma o planeta finalmente se distribui em forma de uma bola, uma vez que essa força puxa tudo para o centro.

Quanto lixo há na órbita terrestre?

A chamada corrida espacial, nos anos 60, foi responsável por mudar o nosso mundo. Afinal, como viveríamos sem satélites hoje? Contudo, essa revolução também deixou um grande rastro de lixo no caminho. A quantidade de objetos dos mais variados tamanhos é tão imensa que o pentágono já alertou que o lixo espacial pode levar a uma reação em cadeia que afetaria a comunicação no planeta.

Segundo a Nasa - a agência espacial americana - existem aproximadamente 19 mil objetos com 10 cm ou mais detectados. Os objetos entre 1 e 10 cm chegam a 500 mil, e aqueles com menos de 1 cm são estimados em dezenas de milhões.

Mas daí vem a pergunta, o que um pedaço de metal tão pequeno pode fazer? Simples, uma peça pode danificar um satélite. Ou pior, peças maiores podem se chocar e criar peças menores e assim por diante, aumentando ainda mais o lixo espacial.

Há três casos relativamente recentes de problemas envolvendo os restos da corrida espacial. No primeiro, a equipe da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) se viu obrigada a alterar sua rota para desviar de detritos.

Em 2009, o caso foi mais grave. Uma sonda militar russa desativada atingiu um satélite americano de comunicações sobre a Sibéria, o que liberou cerca de 1,5 mil peças no espaço. Em 2007, um teste com um míssil chinês liberou mais 150 mil peças de lixo.

Os Estados Unidos - um dos principais responsáveis pelo "lixão" orbital - já defende inclusive que a Organização das Nações Unidas (ONU) intervenha e emita orientações para que o espaço pare de ser lotado com restos de foguetes, satélites e outros equipamentos. "O espaço precisa de policiamento e leis para proteger o interesse público", disse Mazlan Othman, diretor da para Assuntos do Espaço Exterior em entrevista ao jornal inglês Daily Mail.

O que aconteceria ao corpo em uma viagem à velocidade da luz?

É um dos maiores sonhos da humanidade, conseguir viajar anos-luz para chegar às estrelas e planetas distantes do nosso sistema solar. Para esse propósito, precisaríamos de uma nave que viajasse a uma velocidade absurdamente alta para chegar aos nossos vizinhos - algo próximo da velocidade da luz. Mas o que aconteceria ao nosso corpo se viajássemos a 300 mil km/s (ou mais de 1 bilhão de km/h)?

O espaço interestelar é praticamente vazio. Para cada centímetro cúbico, os cientistas acreditam que existam cerca de dois átomos de hidrogênio - no mesmo espaço, no ar da Terra, há cerca de 30 bilhões de átomos do mesmo elemento. Contudo, em entrevista à New Scientist, o cientista William Edelstein, da Universidade de Medicina John Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, diz que esse gás escasso pode fazer mais mal em uma viagem próxima à velocidade da luz do que um ataque romulano aos tripulantes da espaçonave Enterprise - da série Star Trek.

Com base na teoria da relatividade de Albert Einstein, acredita-se que o hidrogênio que está no espaço interestelar seria transformado em uma intensa radiação que poderia, em segundos, matar os tripulantes e destruir os equipamentos eletrônicos. Segundo Edelstein, a 99,999998% da velocidade da luz, os átomos do gás gerariam uma energia de 7 teraelectron volts - a mesma energia que os prótons do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). "Para a tripulação, seria como estar de frente ao raio do LHC", diz Edelstein.

O casco da espaçonave até poderia prover uma pequena proteção. Segundo Edelstein, uma camada de 10 cm de alumínio poderia absorver menos de 1% da energia. Ele afirma que, como os átomos de hidrogênio têm apenas um próton no núcleo, estes poderiam expor a tripulação a uma perigosa radiação ionizante que quebraria os elos químicos e danificaria o DNA. "Os átomos de hidrogênio são minas espaciais inevitáveis", diz o cientista.

A dose fatal de radiação para humanos é 6 sieverts. Edelstein calcula que a tripulação de uma espaçonave próxima à velocidade da luz receberia o equivalente a 10 mil sieverts em apenas um segundo.

O cientista ainda especula que essa seria uma boa razão para acreditar que os ETs não chegaram ao nosso planeta. Segundo Edelstein, se um alienígena foi capaz de construir uma espaçonave que viaja à velocidade da luz, neste momento ele está morto, dentro da estrutura enfraquecida e com os sistemas de navegação quebrados.

Qual equipamento feito pelo homem foi mais longe no Espaço?

Muitas espaçonaves, sondas, foguetes, satélites e outros objetos construídos pelo homem já foram enviados ao Espaço. Alguns ficam em órbita registrando dados do nosso planeta ou registrando o universo ao nosso redor. Outros são enviados a planetas e outros corpos próximos, como a sonda Cassini, que estuda Saturno e suas luas. Uma dessas sondas, a Voyager 1, foi lançada em 1977, inspecionou Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e, pelo menos a princípio, completou sua missão em 1989. Só que a Voyager não parou. A sonda continuou a viagem e hoje está a cerca de 17,4 bilhões de km da Terra em uma região que os astrônomos acreditam ser o limite do Sistema Solar, um recorde para qualquer equipamento criado pelo ser humano.

Em dezembro de 2010, a Nasa divulgou que a sonda começou a identificar uma mudança nítida no fluxo de partículas à sua volta. Essas partículas, emanadas pelo Sol, não se dirigiam para fora, como faziam até aquela região, mas se movimentavam lateralmente. A mudança indica que o equipamento está próximo de chegar ao espaço interestelar.

A Voyager 1 é acompanhada da "irmã" Voyager 2, que a acompanhou nos registros dos planetas. As duas estão tão distantes da Terra que uma mensagem leva 16 horas para chegar ao nosso planeta.

Fonte: Terra

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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por Selina_Kyle »

ShareFlash também é cultura! Fazia muito tempo que eu não lia algo tão interessante num fórum, valeu Parallax.
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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por Enzo »

Uma verdadeira aula de Astronomia, muito bom Parallax, obrigado.
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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por NightWolfBRA »

Eu curto isso! 8-)

Fui lendo, lendo, quando acabou pareceu que foi pouco. :D

Sinto falta dos documentários sobre o Universo do Discovery e do Discovery Science.
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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por Enzo »

NightWolfBRA, eu tenho aqui muitos documentarios Discovery, com tempo eu posto eles aqui.

-Atlas do Corpo Humano - Disco 1
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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por White Tigress »

Enzo, tenho interesse em quase tds! O dos Guepardos e dos Grandes Felinos são os q eu postei aqui no fórum, vc ainda não baixou justo o melhor d tds, o dos Cães! Baixa e assiste q vc não vai se arrepender!

Os q eu não tenho interesse são os "Animal Planet ao Extremo", Extreme surfing, Perseguições Policiais, SAM...

Os outros tds eu curti!

Já q vc conseguiu coisa do Animal Planet em português, ou pelo menos com legenda, o q é melhor ainda pra mim, vou fazer um pedido na área d pedidos!
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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por Selina_Kyle »

Enzo escreveu:NightWolfBRA, eu tenho aqui muitos documentarios Discovery, com tempo eu posto eles aqui.

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Me interessa muito esses documentários Enzo, menos os dos animais, sem ofensas, mas meu pai assisti tanto esse tipo de documentário que eu já enjoei.
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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por White Tigress »

Selina_Kyle escreveu:..., menos os dos animais, sem ofensas, mas meu pai assisti tanto esse tipo de documentário que eu já enjoei.
Mas vcs nem tem animal de estimação...?!?!?! :|
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Re: 33 dúvidas sobre Astronomia

Mensagem por Selina_Kyle »

White Tigress escreveu:
Selina_Kyle escreveu:..., menos os dos animais, sem ofensas, mas meu pai assisti tanto esse tipo de documentário que eu já enjoei.
Mas vcs nem tem animal de estimação...?!?!?! :|
É, mas meu pai acompanha mesmo assim, hauhauhau... Os únicos que me interessam nesse quesito são os da série Animal Planet ao Extremo.
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